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terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Os Penalty Games de Yami Yuugi — Uma análise sobre a sede humana por justiça
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
Yu-Gi-Oh! é na verdade um jogo de luta
"O MÉDICO DISSE SEIS MESES
O RELÓGIO DIZ QUARENTA MINUTOS
AS PORTAS DAS TREVAS FORAM ABERTAS!
PRIMEIRO ARREPENDIMENTO
APENAS COMPRE A REMOÇÃO!"
— Z-ARC System Works
Não, você não leu errado. Este artigo tem como objetivo mostrar Yu-Gi-Oh, o jogo de cartas, com uma outra perspectiva. A perspectiva de um gênero de jogo que normalmente é antagônico em relação a Card Games: Jogos de Luta.
Jogos de Luta geralmente são vistos como o oposto polar de Jogos de Carta, porque a nível superficial eles desenvolvem habilidades radicalmente diferentes uma da outra. Jogos de Luta desenvolvem reflexos, ação rápida. Jogos de Carta desenvolvem estratégia, algo que precisa de tempo pra ser executado propriamente. No entanto, à medida que você afunda nesses tipos de jogos, você percebe que eles têm mais similaridades do que o olho encontra.
1 — Curva de Aprendizado
Há um problema ao tentar expressar a a diversão de jogos de cartas sob a forma de um mangá. Em um jogo de cartas real, quanto mais próximos os níveis de habilidade dos jogadores são, mais divertido é... Mas em um mangá, você precisa manipular a balança de poder para mostrar como o protagonista pode vencer oponentes avassaladores. Então não fique zangado se as pontuações ou efeitos nas cartas do mangá são um pouco diferentes da versão do OCG!
É divertido quando você encontra oponentes com níveis de habilidades e alcance de poder dos decks similares, assim como é divertido você encontrar oponentes com níveis de habilidade e alcance de poder das personagens similares em jogos de luta...
MAS NÃO É FÁCIL.
Por jogos de luta e TCGs em geral serem um divertimento de nicho, é difícil encontrar oponentes que estejam em níveis similares de habilidade. No Brasil isso também se intensifica porque videogames e Yu-Gi-Oh! são caros, e as empresas não têm lá as melhores práticas de negócio. Mesmo a nível de loja local pode haver um skill gap gritante. Isso pode ser resolvido ao tomar algumas medidas mais amigáveis ao casual, sem necessariamente ferir o competitivo (ver o post anterior) para tornar a adesão do público um pouco maior. Esses jogos não são difíceis em si, mas são difíceis no que diz respeito a ter conhecimento técnico sobre ele o bastante para aproveitá-lo bem, e por mais que os jogadores tenham que ser os atores principais em divulgar esse conhecimento técnico do jogo, as próprias empresas poderiam dar um empurrãozinho pra isso. No Japão, existem eventos oficiais de Yu-Gi-Oh! onde você simplesmente joga partidas livres. Você pode trazer quantos decks quiser, pode jogar quantas vezes quiser e com quantas pessoas quiser dentro do limite de tempo do evento. Você pode ganhar prêmios por simplesmente jogar um certo número de partidas, ou ganhar um certo número delas, etc. Você pode até mesmo contar com Professores, um cargo oficial de jogadores experientes cuja função nos eventos é ensinar a jogar e dar conselhos pra melhorar as habilidades de quem já sabe jogar. Desse jeito, a curva de aprendizado fica mais suave de ser enfrentada, com a evolução podendo ser bem mais rápida, mas ainda sim dolorosa. Não se engane, o caminho pra ficar bom em FGs e TCGs é cheio de derrotas amargas.
2 — Interação e Troca de Golpes
3 — Memorização e Jogos Mentais
4Gamer: Em seguida por favor nos permita falar sobre a gameplay. Comparado à série Xrd, eu senti que o dano causado pelos jogadores era bem alto. Você planeja em manter esse nível de dano?
Ishiwatari: Certamente a quantidade de dano causada aumentou, mas ao ver nossos dados dos jogos de testes, a duração de cada partida não mudou tanto quanto a dos títulos anteriores. Isso mostra que a Fase Neutra e os Jogos Mentais se expandiram.
4Gamer: Certamente eu não obtive a impressão de que as partidas eram curtas a partir dos jogos que eu joguei.
Ishiwatari: Os títulos até agora se focavam em fazer longos e difíceis combos para causar grandes quantidades de dano, mas a fim de realizar essas técnicas uma grande parcela de tempo em prática era necessária. Nós queríamos revisar esta parte do jogo, e tornar mais fácil ter a chance de vencer contra jogadores de níveis maiores. É claro, estamos nos certificando que o jogo recompensa jogadores que gastam tempo praticando, então por favor não se preocupem.
4Gamer: Em títulos anteriores, seu sucesso estava ligado à sua habilidade de fazer combos e preparações altamente difíceis. Ao simplificar esta parte, eu vejo que você está colocando mais ênfase nos jogos mentais.
Ishiwatari: Até agora, eu mirei em criar jogos de luta que se jogam como Shougi (xadrez japonês). Shougi é um jogo onde se há um vão entre as suas habilidades e as habilidades do oponente, você quase nunca vai perder. No entanto, a fim de combinar com tendências recentes, era necessário mudar essa parte. Eu não sei se isso é um exemplo próprio, mas eu acho que eu estou mirando em criar algo próximo a Mahjong. Gameplay onde movimentos confiantes, leituras e sorte podem permitir que alguém tome a chance de vencer.
4 — Faz sentido que Yu-Gi-Oh! seja um jogo de luta.
Conclusão
sábado, 10 de setembro de 2022
Como a descasualização de Yu-Gi-Oh! levou o Card Game a um ponto crítico
Primeiramente, eu quero agradecer a três colegas. Sem discussões que eles e eu fizemos, este post não seria real. Alguns de vocês na yugiesfera brasileira podem conhecê-los como Robotto, Bey e Zian. Eu quero agradecer principalmente ao Robotto, porque ele que fez um textão sobre como o foco na acessibilidade, casualidade e colectividade fizeram com que Magic e PokéTCG se tornassem os dois maiores jogos colecionáveis que existem.
A esse ponto, eu iria apenas reproduzir o texto do cara, mas eu acho que seria melhor eu começar com alguns pontos que eu queria escrever aqui (ou que eu já escrevi na página do Facebook) mas que eu não sabia como:
Yu-Gi-Oh! não é uma série de Card Battler.
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| Arte do jogo "Yu-Gi-Oh! Rush Duel: Saikyou Battle Royale" |
Pra começar falando desse assunto, é importante falar sobre duas coisas: Magic e PokéTCG. Não à toa, os dois maiores cardgames físicos, tanto em número de jogadores quanto em lucro. Os dois tem uma visão de mercado e uma linha de produtos muito similar, que visa acessibilidade acima de tudo enquanto lucra de maneiras mais fora do "simplesmente vender cartinha". Magic investe muito em artes alternativas, quem só quer a carta não precisa se preocupar tanto com preço quanto quem quer a versão mais bonita e exclusiva da carta. Não só isso como existem produtos focados exatamente nisso, exclusividade e não acessibilidade da carta. PokéTCG segue uma linha muito parecida. Junto disso, ambos tem um enorme apelo para outro tipo de grupo: colecionadores. Outro ponto em comum deles é a acertividade do mercado. O grosso dos jogadores desses cardgames (O grosso dos jogadores de todos os cardgames, mas esse é um ponto pra ser mais abordado posteriormente) é casual. Casual em um nível muito acima de "Não jogar com decks bons", casual no nível de sequer realmente saber as regras direito. Mark Rosewater (Chefe de design de Magic) tem um termo para isso: Jogador de mesa de cozinha. Gente que nunca tocou em torneios ou em formatos sancionados, que joga apenas por gostar e achar divertido. Jogadores competitivos são uma minoria esmagada. Isso é relevante pois significa que a grande maioria dos jogadores não está interessada em investir pesado nesse hobby, o que entra no ponto de Magic e Pokémon serem muito baratos para um hobby. Eles sabem mirar no que o público quer e precisa.Naturalmente sempre ouve certas cisões entre Ocidente e Oriente dentro do mercado de jogos, é de se esperar que com os cardgames não fosse diferente. Isso é facilmente visível com Vanguard, Yugioh, Buddyfight e Duel Masters (Esse próprio da Wizards) que possuíam um apelo muito diferente. Eles não visavam serem bons produtos para se colecionar e tão pouco miravam em serem desperdiciosos. Pode se dizer que eles eram mais "elitistas", eles queriam que seus jogadores jogassem "direito" e "a serio", em torneios e afins, uma visão muito sustentada por seus animes inclusive.Ai entra o questionamento, isso estava certo? O público oriental realmente era tão diferente assim do ocidental? Eles realmente visavam algo serio e competitivo? Hoje em dia tudo indica que não, que nunca foi assim. De maneira geral, nenhum desses cardgames realmente vingou de verdade, eles no máximo se mantiveram no mercado. Olhem pra Vanguard, Buddyfight e Duel Masters.Magic e PokeTCG são muito maiores, tanto no TCG quanto no OCG, que quaisquer outros. A visão ocidental deles estava dando mais certo exatamente pq ela não era uma visão "ocidental" mas sim a visão correta do público de cardgames. Yugioh conseguiu seguir "firme e forte" por conta da popularidade que ganhou com o anime, principalmente no ocidente, mas nunca conseguiu concorrer com Magic ou PokeTCG. Ele não investe em formatos casuais, não investe em direcionar uma parte de seus produtos para colecionadores, não investe em baratear seus produtos em troca de investir exclusividade. Não à toa, Yugioh se mantém como um cardgame muito mais nichado (O número de jogadores de Magic no estado de São Paulo é quase 1/3 do número de jogadores de Yugioh no brasil inteiro), eles tem um público fiel, mas que não está crescendo.Não está crescendo no físico, pq a cada ano o DL cresce cada vez mais, ao ponto que hoje em dia é basicamente ele que sustenta yugioh.Também não atoa que eles criaram o Rush Duel. É tarde demais pra tentar mudar a forma como eles fazem yugioh, nada mais justo do que tentar investir em outra coisa, algo pra mirar onde eles erraram. Também não à toa Rush no OCG já tá quase tão grande quanto o físico.
Basicamente, o que ele diz é que a mentalidade vencedora no gênero de TCGs é que você deve manter acessibilidade ao jogador entrante/casual e a especulação para o colecionador mais do que mantém a complexidade competitiva do jogo, porque no fim das contas existem muito mais jogadores casuais do que competitivos. E num país como o Brasil, onde Yu-Gi-Oh! só teve duas séries dubladas que passaram na TV aberta, essa verdade se intensifica ainda mais. O fã brasileiro médio ficou extremamente chocado ao instalar Master Duel e ver que o jogo não se joga mais da mesma forma que se jogava a uns 20 anos atrás. Veja Magic e Pokémon, por outro lado. Suas mecânicas base ainda são extremamente legíveis pro espectador. Alguém que acabou de começar a jogar Magic sabe que quando alguém vira as cartas de terreno ele tá gerando mana pra conjurar alguma coisa. Alguém que acabou de começar a jogar Pokémon sabe que só dá pra anexar 1 Energia por turno e evoluir 1 vez por turno cada Pokémon, e o resto você se vira lendo as cartas, cartas essas que não são muito complicadas de ler ou entender na prática e algumas delas nunca saem de rotação. Fora isso, esses dois jogos também te dão formatos casuais pra você experimentar e se divertir da maneira que achar melhor. Yu-Gi-Oh! por outro lado...
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| Monster Collection TCG Conjunto de Iniciantes: Duelistas da Cidade Santa |
| Monster Collection Deus: Shamballa das Estrelas Gêmeas, a coleção mais recente. |
- Vendread,
- Melodious,
- HC,
- Predaplant,
- Red-Eyes,
- Symphonic,
- Sylvan,
- D/D,
- Ghostrick,
- Magnet,
- Penguin,
- Triamid,
- Majespecter/Dinomist/Igknight,
- Chronomaly,
- Laval,
- Bujin,
- Metalfoes,
- Windwitch,
- Ojama,
- Constellar,
- Arcana Force,
- PK,
- RR,
- Infernity,
- Nephthys,
- Phantasm
- E grande elenco...
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| Talvez seja por isso que Rush Duel ainda não lançou por aqui sendo que SEVENS já tá sendo exibido faz um tempinho... |
domingo, 5 de junho de 2022
Dualism of Duelist — Combate de Exemplo
Este é um trecho do livreto de um RPG que eu estou escrevendo a mais de um ano, com algumas pausas devido à faculdade. O livreto está bem próximo de ser terminado, e terá um link para o pdf lançado aqui mesmo no blog.
Contém headcanon cringe de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters e de uma certa franquia conhecida de videogames.
Meu nome é Yotsuba Kitagawa. Eu sou uma garota praticamente normal que vive em Tóquio nos anos 2040… Bom… Não adianta mentir, eu sou uma otaku. A culpa é da minha mãe, ela também é uma otaca fedida enorme desde a adolescência! De qualquer forma, ultimamente vêm acontecendo umas coisas esquisitas na minha vida. Veja, normalmente eu vou em lojas de hobby para jogar um dos meus jogos favoritos, Monstros de Duelo, e as pessoas dizem que eu pareço fora do normal, não sei por quê. Eu nunca fui de fazer aquelas expressões malucas de animes de jogos e apostas, “kakeguruimashou baaaaka” e coisas do gênero, mas dizem que conseguem sentir chamas de verdade ardendo neles quando eu jogo. Isso culminou em um dia, quando eu terminei 4-1 num torneio local. Todos os meus oponentes pareciam ter recebido queimaduras leves. Alguns até ficaram com medo de mim e se recusaram a me enfrentar em torneios seguintes. Tipo, eu agradeço as free wins, mas assustar os outros fazendo algo que eu amo não é exatamente o que eu quero.
Eu pensei comigo mesmo que meus pais não me entenderiam e me chamariam de louca, então comecei a procurar respostas na internet. Para minha surpresa, várias threads de fóruns anônimos expunham problemas parecidos. Tomei coragem e fiz uma thread eu mesma. Fui respondida de maneira bem estranha:
— Duelo!!
PVs de Yotsuba: 4000
PVs de Yuuri: 4000
— Eu vou começar ativando a Magia Contínua Coração do Oprimido! Vou baixar um monstro e outras duas cartas e termino minha vez!
— Coração do Oprimido? Isso significa que o seu Deck é baseado em… Vanillas?! Eu entendo, nem todo mundo é capaz de comprar bons decks, mas pra alguém que quer me testar isso é patético!
— Pra alguém que parecia um pouco pra baixo quando eu peguei o primeiro turno, você parece ter mudado rápido de situação. Espere e verá.
— Hm… Certo… É a minha vez! Eu compro! — Disse, fazendo a draw do turno. Certo! Eu vou começar Invocando a Defensora de Nephthys em Modo de Ataque!
Naquele momento, uma sensação estranha percorreu o meu corpo. Eu já a tinha sentido antes, mas não dei muita atenção… Agora, com todas as coisas novas em mente, era diferente. Decidi me entregar ao momento, e de repente uma luz azulada me cerca. As luzes se afastam de mim, tomando uma coloração amarelada e indo em direção ao holograma do monstro que eu havia acabado de invocar no jogo… Eu consegui sentir uma outra presença naquele local. Uma presença além de mim e de Yuuri… Poderia ser… A Defensora que eu acabei de invocar?
Naquele momento, meu monstro invocado pegou sua espada dourada e se concentrou. Eu senti na minha mente palavras de um feitiço sendo conjurado. Terminada a conjuração, a guerreira cravou a lâmina no chão, com um portal se formando. Desse portal, saiu uma garota que parecia uma criança entre 9 e 12 anos, com roupas vermelhas e um chapéu extravagante. Eu também podia sentir sua assinatura energética. De repente, as duas olharam para mim e acenaram que sim com suas cabeças, como se estivessem aguardando os meus comandos.
Aquilo era muito real para mim.
— Vou continuar ativando a Magia Enterro Extra-Tolo! Essa carta me permite pagar metade dos meus Pontos de Vida para enviar um Monstro do Deck Adicional para o Cemitério. Com isso, eu envio para o Cemitério o Monstro Sincro Arauto da Luz do Arco!
PVs de Yotsuba: 2000.
— No turno em que eu ativo essa Magia, eu não posso colocar Magias e Armadilhas viradas para baixo. Agora eu ativo o efeito do Arauto! Se ele for enviado para o Cemitério, eu posso adicionar 1 Monstro de Ritual ou 1 Magia de Ritual do meu baralho para a minha mão. Eu adiciono a Magia de Ritual Renascimento de Nephthys!
Quando eu citei a magia, as meninas da minha frente olharam para mim de novo, não com um olhar de preocupação, mas de prontidão… Era como se elas me conhecessem de longa data, e talvez sim, elas tenham me conhecido de longa data. Talvez nós fomos amigas por meio das cartas o tempo todo e nós nem sabíamos!
— Eu ativo a Magia de Ritual Renascimento de Nephthys! — Bradei em alta voz. Naquele momento, uma estátua gigante apareceu atrás de mim. Era uma fênix com torso e braços humanos, e dos quadris para baixo, era um corpo de ave só que com detalhes mecânicos. À frente dela, havia um altar. Me virei para estátua, assim como meus dois monstros, que fizeram reverência ante ela.
— Eu ofereço como tributo a Discípula de Nephthys! Tu que Trazes Segurança Aos Mortos, digna-te a aceitar essa oferenda! — Quando eu disse isso, a jovem sem demora pulou em cima do altar. Os olhos da estátua queimaram, e a garota foi envolvida em chamas. Quando as chamas se apagaram, não tinha mais nada lá. No entanto, a estátua começou a rachar, e das rachaduras saía uma luz azulada. De repente, a estátua se quebra, revelando uma versão mais velha da garota que tinha sido sacrificada para a deusa da noite. Ela pula à minha frente, e faz uma pequena vênia, como se estivesse se portando na frente de uma rainha. Em seguida, corre para o campo de batalha, à medida que o altar desaparece.
Ali, Yotsuba decidiu fazer uma Magia de Ritual para Invocar a Condutora de Nephthys por Ritual. Uma Magia de Ritual é considerada uma Magia de Dificuldade Muito Potente (Ótima) com os Potenciais relevantes sendo Ritual, Vento e Daimônica. Yotsuba e a Defensora são parceiras, então juntam seus Potenciais na hora de lançar a magia. Elas têm 1 Ritual, 1 Vento e 1 Daimônica, totalizando 3 Potenciais, o mínimo que precisa para manter a dificuldade. Yotsuba tem Controle do Caos Razoável, o que significa que é necessário um +2 ou maior para uma magia bem sucedida. Yotsuba decidiu colocar palavras no meio da conjuração, então o Mestre decidiu recompensá-la com um bônus de +1, fazendo necessário apenas um +1 ou maior para um sucesso. Os dados são rolados, e cai exatamente um +1. A magia foi um sucesso!
— Vou te mostrar agora. Eu ativo o efeito da minha recém-invocada Condutora de Nephthys! Se ela for Invocada por um Ritual, eu posso Invocar um Monstro de Ritual da minha mão ou do Baralho, e essa invocação contará como uma Invocação-Ritual! Eu invoco a Fênix Cerúlea Sagrada de Nephthys por Invocação-Ritual!
A garota recém-invocada se concentrou, aumentando sua voz como se estivesse canalizando seu poder. Em seguida, ela bateu com sua mão no chão, um choque de energia azulada passa por ela e ela parece confusa. O holograma da fênix aparece, mas eu não consigo sentir nenhuma vida nele…
— Condutora? Tudo bem com você? — Digo, preocupada.
— Ela falhou em seu feitiço e está atordoada. — Respondeu Yuuri— Acontece às vezes, especialmente quando se está invocando um poder tão grande quanto o de um ritual. Ela vai ficar bem, não se preocupe. Por hora, continue seu turno.
— Certo. Eu ativo o efeito da Fênix! Eu destruo a Fênix Sagrada de Nephthys na minha mão para destruir o seu monstro virado para baixo!
— Muito bem. Minha carta baixada era o Jarro Metamorfo.
— Isso! Experimenta ficar sem reciclar a mão!
— Diz quem tá sem carta nenhuma na mão agora.
— Não esquenta, se houver uma próxima rodada eu ainda tô firme e forte.
— Não acho que esse será o caso.
— Também não acho. Se as suas setadas não me impedirem, eu vou te estraçalhar. Batalha! Defensora de Nephthys, ataque a Senhorita Muto diretamente!
A guerreira avança, com uma boa velocidade, rumo a Yuuri, prestes a lançar mão de sua espada para ferí-la, mas…
— Neste momento, eu ativo minha Armadilha!
— Sabia…
— Emissárias da Reconciliação! Neste turno, eu não recebo dano de batalha! E em resposta às minhas Emissárias, eu ativo outra Armadilha!
— Quê?!
— Ninho do Agulheto! Com essa carta, eu envio as 5 cartas do topo do meu Baralho para o Cemitério!
Após a resolução do Ninho do Agulheto, apareceram 3 mulheres vestidas com véus azuis, segurando uma pequena jóia. Elas ficaram na frente de Yuuri e passaram uma aura pacificadora que acalmou a Defensora.
— Pois muito bem. É a minha vez! Eu compro! Pelo efeito do Coração do Oprimido, eu revelo a carta que eu comprei: Servo Caveira! Por ele ser um Monstro Normal, eu compro mais 1 carta! Na minha Fase Principal, eu ativo Fascinação das Trevas! Eu compro 2 cartas, mas eu vou ter que banir 1 Monstro TREVAS da minha mão. Portanto, eu bano o Servo Caveira! Em seguida, eu ativo a Destruição de Cards! Nós descartamos todas as cartas da nossa mão e compramos o mesmo número de cartas que descartamos. Portanto, eu compro 3 e você não compra nenhuma!
— Tem que flexionar, né?
— Mas é claro! Que graça um jogo tem sem um trash talking? E lembrando, você fez isso comigo primeiro… Sabe, eu vi a cara de desespero que você fez quando eu disse que ia primeiro. Tá na hora de eu fazer você lembrar dela. Você ficou maravilhada e coisa e tal com seus novos poderes mágicos, mas é hora de você conhecer o lado sombrio deles e o porquê desses jogos se chamarem “Jogos das Trevas”.
— Pera aí, eles se chamam “Jogos das Trevas”?
— Sim, e daí?
— Ow The Edge. Parece algo saído da mente de um moleque chuunibyou com 12 anos de idade!
— Já basta. Eu Invoco o Panda do Tesouro por Invocação-Normal! Ativo o seu efeito! Ao banir até 3 Cartas de Magia ou Armadilha do meu Cemitério viradas para baixo, eu posso fazer a Invocação-Especial de um Monstro Normal com o Nível igual ao número de cartas que eu bani por esse efeito do meu Baralho. Eu bano as Emissárias da Reconciliação do meu Cemitério. Apareça, meu funni skeleton man! Hellbound!
Naquele momento, a mesma luz azulada cerca o corpo de Yuuri e sai dela, formando um crânio humano numa nuvem arroxeada.
— Esqueleto? Cadê o resto do corpo, então?
— Não importa. Eu tenho que te dizer uma coisa, Yotsuba-chan: O efeito do Panda do Tesouro não é limitado a uma vez por turno.
— !!!
— Agora, eu vou banir Ninho do Agulheto! Venha, meu segundo Hellbound! E em seguida, eu bano a Destruição de Cards! Venha, meu terceiro Hellbound!
Quando os dois outros Hellbounds tinham sido invocados, algo estava diferente: Eles eram apenas hologramas. Pensei que ela só tinha 1 daquele monstro como parceiro e respondi:
— Legal, legal. Mas até onde eu sei, nenhum monstro no seu Campo é um Regulador, e não existe nenhuma fusão entre esses cranícolas aí.
— Eu não preciso de uma Fusão ou de uma Sincronização. Só preciso das duas cartas na minha mão. Eu ativo a Magia Poder do Triângulo! o Poder de Ataque original de todos os meus Vanilla de Nível 1 sobem em 2000 pontos! HaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!! — Yuuri grita, com uma aura alaranjada se expandindo de seu corpo e se transferindo em formas triangulares para os crânios. A nuvem de fumaça roxa circundando eles se tornou muito maior do que normalmente é. A terra treme um pouco, com algumas erosões no solo se formando a partir de Yuuri.
— Não se preocupe, eles serão destruídos na Fase Final.
— Então por que você fez isso? Só pra continuar se exibindo?
— Também, mas é porque não vai ter Fase Final! Eu ativo a última carta da minha mão, Atacante Delta! Eu só posso ativar essa carta quando há 3 Monstros Normais com o mesmo nome no meu Campo! Eles podem fazer ataques diretos neste turno!
— Ah, não brinca!
— Batalha! Acabem com isso, Hellbounds! Um de vocês, ataque a Yotsuba-chan diretamente!
Um dos crânios, o que era real, começa a voar em alta velocidade e me acerta no estômago, fazendo eu cair ajoelhada no chão.
PVs de Yotsuba: 0
O Hellbound tenta um ataque contra Yotsuba. O Poder de Ataque do Hellbound agora está em Lendário IV, mais do que o bastante pra matar qualquer ser humano. Fora isso, Hellbound tem a Perícia em Esmagamento Soberba, tornando o Poder de Ataque Lendário VII por conta do modificador +3. Ciente disso, o Mestre considera pegar leve e fazer o dano no máximo ser uma Ferida Média. O ataque do Hellbound havia sido influenciado por uma Magia Branca e, por Yotsuba e a Defensora de Nephthys serem parceiras, Yotsuba tem Magia Daimônica. Personagens com Magia Daimônica são vulneráveis contra Magia Branca. Yotsuba não tenta se desviar no caso, por estar sob o efeito da Insanidade e estar catatônica com o que havia acabado de acontecer. Então temos um Fator de Ataque 2dF+10 contra um Fator de Defesa 2dF-12. Os dados são rolados, Yuuri consegue um -2, tornando seu FA 8 e Yotsuba consegue um +2, tornando seu FA -10. 8-(-10) = 18. Ferida Crítica que será reduzida para uma Ferida Média. No entanto, devido ao efeito da parceria, essa Severidade de dano é dividida entre as duas parceiras, tornando a Severidade 9 para as duas. No caso da Defensora, essa Severidade diminui em 10, porque o seu Vigor é 10 Escalas menor que o de Yotsuba. Resumo, a Defensora não sofre dano, mas Yotsuba sofre uma Ferida Média, ficando com o Vigor em Medíocre, deixando-a ferida. Algo diferente acontece com a Condutora, porque apesar de ela ter uma Ligação Natural, ela não é uma Parceira. Então o dano não é dividido, resultando em Severidade 8 para a sacerdotisa. Uma Ferida Crítica, que força seu Vigor para Terrível -3 na Escala Minúscula, matando-a. Quando você pega leve com uma personagem, isso não se aplica a personagens que receberiam dano por tabela, como Parceiros e Aliados com Ligação Natural.
— Pronto. Agora você não vai mais ser destruído.
Após ela dizer isso, eles desaparecem e ela caminha até mim:
— Foi exatamente isso o que eu quis dizer com “lado sombrio desse jogo”. Magia e afins são coisas muito perigosas de se lidar e o uso incorreto pode ser fatal. Sabe, eu peguei leve com você porque eu sabia que se eu invocasse os 3 Hellbounds com força total, eles iriam te matar — Após isso, ela aponta para o corpo sem vida da Condutora no chão.
— Essa não! Não tem como revivê-la ou algo assim?
— Infelizmente eu não sei fazer uma coisa dessas, me desculpe…
— E agora? — Disse eu, novamente tentando conter minhas lágrimas.
— Bom… Apenas esconjure-as. O jogo acabou, e o Mundo dos Espíritos dos Monstros de Duelo é muito incerto. Lá, a barreira entre a vida e a morte é bem mais cinzenta do que neste mundo, então só podemos esperar que ela esteja bem. Não é mesmo, Defensora?
A guerreira loira com pele vermelha e armadura dourada faz que sim com a cabeça. Então, eu enxugo minhas lágrimas e penso comigo mesma: “Esconjurar”. Num instante, a Defensora e o cadáver da Condutora somem dali.
— Bom, Yotsuba-chan. Você deve estar em choque pelo que acabou de acontecer. Quer comer alguma coisa pra se consolar? Fica por minha conta.
— Acho que tudo bem.
Eu estava prestes a sair dali, quando uma figura familiar se aproximou do local. Uma mulher também um pouco baixinha, usando um sobretudo preto e calça slim com botas marrons. Era ruiva, com os cabelos presos por trás, deixando uma franja em dois segmentos pela frente, com um óculos de armação quadrada.
— Bom, ao que parece eu não vou poder te proteger por muito mais tempo…
— Pera aí… Mãe?
— Ora, ora, se não é a velha e-girl da Twitch — Disse Yuuri, como se já a conhecesse faz muito tempo.
— Vocês duas… Se conhecem?
— Sim — Disse a minha mãe — Trabalhei junto com ela em um projeto de mapeamento 3D de algumas pirâmides no Vale dos Reis. Foi quando ela me revelou que também tinha esse tipo de poder.
— Espera um pouco. “Também”? Isso quer dizer que…
— Eu sou um tipo diferente de invocadora, filha. Você consegue manifestar esse poder no mundo real. Eu, por outro lado, consigo manifestá-lo em aparelhos eletrônicos conectados à internet. Você pode dizer que eu sou uma tecnomante. Parece uma limitação, mas a internet está em todos os lugares agora, então eu também sou praticamente uma bruxa. Hehehe…
Então, ela arregaçou a manga esquerda de seu sobretudo, revelando um disco de duelo retrátil. Ela simplesmente pegou a carta do topo do seu baralho e a colocou na lâmina do disco:
— Apareça, Bismunismo Rarometalmórfico!
O disco emite uma luz diferente da que normalmente emitiria para projetar o holograma do monstro, e essa luz forma uma mulher de cabelos arroxeados com roupas pós-apocalípticas em cima de um veículo monociclo motorizado.
— Eu achei que seria melhor você aprender sobre isso quando já estivesse mais velha. Muitas pessoas não têm um poder despertado e dizer pra uma criança que ela “vem de uma linhagem de feiticeiros” sendo que o poder dela nem despertou poderia causar um sofrimento que eu não queria te causar. E bom… Na segunda pergunta, tem dois motivos. Primeiro, eu tô de férias. Segundo, eu acesso esse tipo de fórum anônimo de vez em quando, desde que eu era criança. Quando você me disse mais cedo que estava indo ao Parque Yoyogi depois de me perguntar se eu tinha um Stand eu simplesmente liguei os pontos.
— Compreensível. Como sempre, você está um passo à minha frente.
— Se acalme, filha. Tudo tem o seu tempo e eventualmente o aluno supera o mestre.
— Falando em “mestre” — Disse Yuuri — Há alguns anos, eu faço parte de uma Academia de Duelos para duelistas despertos no Oregon. Eu ministro aulas por lá sobre estratégias obscuras. Daqui a algum tempo, estaremos abrindo provas de admissão para alunos que já terminaram o Ensino Médio. Você gostaria de participar?
— Eu não sei. Por um lado, eu quero sim ficar mais perto da minha mãe, mas eu não quero deixar o papai sozinho aqui no Japão, às vezes ele até esquece de comer de tão compenetrado que fica na produção de suas artes.
— Entendo… Bem, você tem 3 meses pra se decidir. A prova de admissão é em Maio. Então, vamos comer?
— Tudo bem, vamos. Aliás, mãe… O papai também tem poderes?
Fichas de Personagem
Vigor Ótimo, Proficiência Soberba, Poder de Ataque Razoável, Poder de Defesa Razoável;
Perícia em Controle do Caos Razoável, Perícia em Falsificação Ótima, Perícia em Furtividade Ótima, Perícia em Jogos Soberba, Perícia em Máquinas Soberba, Perícia em Pintura Ótima;
Manifestação de Ka (Defensora de Nephthys, +2 Vantagens), Magia de Ritual I;
Foco de Conjuração (suas cartas), Má Fama (queimou colegas de jogo), Insano (Depressivo).
Vigor Medíocre [Escala Minúscula], Proficiência Boa, Poder de Ataque Bom [Escala Incrível], Poder de Defesa Bom;
Perícia em Controle do Caos Razoável, Perícia em Corte Soberba, Perícia em Fogo Soberba, Perícia em Sônico Soberba, Perícia em Terrenos Boa (Santuários);
Parceiro;
Magia Daimônica I, Magia de Vento I;
Código de Honra (Caminho das Flores), Devoção (Defender quem estiver tentando reviver o Ka de Nephthys), Foco de Conjuração (sua espada).
Vigor Razoável [Escala Minúscula], Proficiência Boa, Poder de Ataque Ruim [Escala Minúscula], Poder de Defesa Ótimo [Escala Incrível];
Perícia em Ciências Proibidas Ótima, Perícia em Controle do Caos Razoável, Perícia em Fogo Boa, Perícia em Religião Ótima, Perícia em Sônico Boa;
Patrono;
Magia Daimônica III, Magia de Fogo I, Magia de Vento I.
Vigor Medíocre [Escala Minúscula], Proficiência Boa, Poder de Ataque Ótimo [Escala Incrível], Poder de Defesa Ruim [Escala Minúscula];
Perícia em Controle do Caos Razoável, Perícia em Fogo Ótima, Perícia em Petição a Nephthys Razoável, Perícia em Sônico Ótima;
Clericato;
Alinhamento Divino, Magia Daimônica II, Magia de Vento I, Magia de Ritual II, Taumaturgia (Nephthys I);
Restrição de Poder (Quando não está fazendo um Ritual).
- Vigor Ótimo, Proficiência Ótima, Poder de Ataque Razoável, Poder de Defesa Razoável;
Perícia em Armadilhas Soberba, Perícia em Ciências Proibidas Soberba, Perícia em Controle do Caos Soberba, Perícia em História Soberba, Perícia em Jogos Soberba, Perícia em Máquinas Ótima;
Expansão de Ka, Reserva de Ba II;
Manifestação de Ka (3 Hellbounds), Magia Branca I, Magia Daimônica I, Caos I;
Restrição de Poder (Quando não está em um Jogo das Trevas), Poder Vingativo, Código de Honra (Caminho das Flores).
Vigor Razoável [Escala Minúscula], Proficiência Razoável, Poder de Ataque Soberbo, Poder de Defesa Bom;
Perícia em Controle do Caos Razoável, Perícia em Esmagamento Soberba, Perícia em Intimidação Soberba, Perícia em Frio Ótima, Perícia em Químico Soberba, Perícia em Terrenos Soberba (Desertos);
Parceiro, Ataque Especial;
Magia Daimônica II, Magia Negra I, Raça (Esqueleto);
Deficiência Física (Surdo).
Magic & Wizards: Regras Pré-Battle City
Este artigo é a minha leitura das regras do jogo fictício Magic & Wizards , apresentado em Yu-Gi-Oh e depois trazido à realidade pela ...
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Olhando para o enorme impacto cultural da franquia Yu-Gi-Oh! nos dias de hoje, é muito difícil perceber uma dura verdade: Yu-Gi-Oh! Seria ca...










